Comidas Exóticas. Vai encarar?

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Gastronomia hardcore pelo mundo

A Viagem ultrapassa de longe o simples fato de andarmos de avião. Segundo antigos segredos ancestrais, o mundo não existe!! Ele é simulado em nossas mentes. Somos apenas receptores, onde, pelos nossos sentidos construímos nossa realidade. Dentro de nós. A viagem está apenas na busca (buscar = viajar) de novos estímulos. Deixe com que moléculas invadam seu paladar e olftato e deixe com que seu cérebro crie sabores e prazeres. Tenha, nojo, tenha fome, mas se divirta muito Rodamos o mundo em busca das comidas mais incríveis e exóticas (para nós, claro) do mundo e suas idiossincrasias locais. Aproveite!! (E aguardamos suas opiniões no final da matéria). Bem vindos a mais um especial do Lugares no Mundo. 

(Nota do editor I: Abaixo veremos algumas cenas quase que pornográficas.)

(Nota do editor II: Não ache que alguns povos não têm nojo de nossos hábitos. Comemos pururuca, rabada, farinha crua, salsicha, nuggets.... A gastronomia mundial foi construida de acordo com possibilidades e necessidades, da mesma forma que se inventou o prescciuto crudo, de forma a conservar a carne durante períodos de porcos magros se inventou o escargot e alguem foi o primeiro a comer os tésticulos de bode. O Lugares no Mundo não tem preconceitos e adora a gastronomia autêntica e anímica. Todos os pratos quando compreendidos e contextualizados, e claro, preparados da forma correta, podem ser deliciosos)

Povos Estranhos, Comida Esquisita 

Se você é uma daquelas pessoas que olha feio para uma dobradinha, não consegue aceitar a idéia de comer peixe cru e separa o rabo, orelha e o focinho da feijoada, nem continue. 

O que veremos pela frente é uma odisseia através daquela gastronomia onde é preciso certa coragem para serem consumidas e um pouco mais para serem apreciadas. Principalmente para você, comedor de churrasco, hot-dog e feijoada. Não estamos falando de réles olho de cabra ou gafanhoto que qualquer participante daquele programa "No Limite" consegue comer.

Deliciem-se com esse cardápio elegantemente gourmet...ou não...

Coréia do Sul e Coréia do Norte: Sannakji . 

Para começar, apresentamos um prato coreano bem simplezinho: O Polvo. Igual aquele que você come em botecos da Grécia ou a Lagareira, conforme os lusitanos, porém, com um pequeno detalhe, na Coréia, você come ele vivo. O que choca neste caso, é o swing e balancê. Super fresco, acreditamos que temperado na medida do chef deva ser gostoso. Ainda não disponível no Brasil. 

Abaixo selecionamos duas cenas, no já clássico cult coreano, "Old Boy”,  o protagonista, já tomado pela sua loucura e sentimento de vingança entrando em um restaurante para pedir esse prato. O ator comeu o polvo de verdade. Em uma coletiva de imprensa o ator até se desculpou com aqueles que possam ter achado a cena chocante demais.  E um outro episódio deste animê!

Cena picante do filme Old Boy e curta de animação coreano.

Indonésia: Kopi Luwak

Esse deve ser um dos mais pops da lista e talvez já deva ter ouvido falar. Trata-se de um dos cafés mais caros no mundo, típico da Indonésia.

O diferencial do café Kopi Luwak se dá pelo seu preparo, quando o simpático bichinho chamado civeta, uma espécie de gato-guaxinim-doninha, se delicia com as sementes de café. Mas como todos sabem, tudo que entra precisa sair, e é aí o momento em que metade do processo já esta feito. É preciso pegar as fezes da civeta, limpar as sementes e processar, voilá, está pronto para o consumo. São as bactérias e enzimas do animal que deixam o café com um gosto tão especial.

Você pode encontrar o café por aqui no Santo Grão, em São Paulo, mas como sua produção é sazonal (e artesanal), somente a partir de junho e a xícara sai por R$25.

O pacote com 500g custará cerca de US$600. Será que vale a pena, ou mais uma estória para a mesa de bar?

Este bichano é em sí mesmo a sîntese do beneficiamento da indústria cafeeira.

Islândia: Hakarl

Para continuar o nosso menu de podridão, veremos agora um prato da Islândia raramente provado pelos próprios islandeses. (Será que a Björk comeu? Eu acredito que sim...) Estamos falando do Hakarl ou Kaestur Hakarl, que significa tubarão fermentado.

Dizem que o cheiro de amônia é tão insuportável que é recomendável tapar o nariz antes de comer, senão antes mesmo de comer qualquer coisa, o estômago vai trabalhar para pôr tudo o que tem (ou não) lá, para fora.

Essa espécie local de tubarão não pode ser comida viva, por ter a carne venenosa, porém após o processo de cortar a cabeça do bicho, retirada das vísceras, deve-se enterrá-lo na areia com pedras em cima para drenar os fluídos. Feito o processo, após aguardar seis a doze semanas, tempo correto do apodrecimento ideal...A carne está viável para o consumo.

 

Depois de morto, será enterrado. Após exumado, devorado. É como comer um zumbi.

Itália / Sardenha: Casu Marzu

Se te incomoda o mofadinho gorgonzola, aposto e ganho que você não vai querer experimentar o cremoso queijo Casu Marzu,

Feito na região da Sardenha na Itália, e vendido nos mercados negros, o queijo é feito a partir do leite de ovelha, o diferencial é que para o queijo ficar mais passado que o normal são necessárias larvas de moscas para realizar a sua decomposição.

Se quiser dá até para fazer em casa: pegue um queijo pecorino, corte uma tampa e a remova. Espere as moscas chegarem para colocarem seus ovos no queijo. Os ácidos digestivos das larvas transformam a gordura do queijo em algo extremamente macio.

Se o queijo for conservado de forma errada e as larvas morrerem, o seu consumo pode se tornar tóxico. Portanto a melhor forma de consumi-lo é com as larvas vivas e rebolantes.

As pessoas mais sensíveis, de estômago fraco, sabe como é né, podem optar pelo consumo sem larvas, e para tal é necessário embrulhar o queijo em um saco de papel. As larvas vão ficar desesperadas por ar e começar a pular contra o saco, o que causa um som parecido com pipoca estourando no microondas. Assim que o poc poc poc parar o queijo está livre de larvas, basta removê-las da superfície e apreciar.

Para os bem-aventurados que escolheram comer com larvas, cuidado! As mais nervosas podem saltar 15 cm. E para você que é azarado e sabe que quando come aquela coxinha no centro vai ter problemas e passar longas horas no banheiro, o Casu Marzu também não é recomendado para você: Eventualmente as larvas resistem ao trato digestivo humano podendo causar infecção intestinal. Se não estiver disposto a passar algumas horas no banheiro. Nem tente.

Vendo assim, deu até vontade. 

Singapura - Durian

Sobremesa? Frutinha simpática da Singapura.

Tão simpática que é proibido consumi-la em alguns lugares públicos, aliás, um “crime inafiançável” devido ao seu cheiro. É como o cigarro por essas bandas, mas quem já sentiu o cheiro, diz que prefere morar dentro de uma tabacaria ao ter o consumo de Durians liberado em locais de convívio.

Alguns animais como tigres, elefantes e até humanos adoram durians. A maioria dos seres vivos define o odor da fruta como uma mistura do cheiro vômito com o da morte.

Sounds tasty right?

Placa em Aeroporto de Singapura

Brasil - Nordeste - Buchada

Por fim um prato típico de nosso Brasilzão. Não que já não tenha de tudo se falado ou dito, ou que você não conheça a Buchada, que aqui resumimos, porque a autêntica é de Bode mesmo, as outras são tão originais como o carpaccio de pêra. 

A idéia aqui é esmiuçar o prato para que você se torne um expert sobre o assunto na próxima conversa pelo msn ou mesmo aventure seu sábado na cozinha com uma experiência diferente.

Podem nos acusar de pre-conceito ou anti patriotismo, mas o prato é nojento mesmo, e delicioso.

O bucho, como sabido, é o estômago do Bode, aquele mamífero mal humorado que a carne já não é grande coisa (amarga...). O roll de ingredientes é matador. Bucho de bode, vísceras como rins, intestino, toucinho, temperos de praxe, alguns temperos nordestino, banha e sangue coagulado.

Mal humorado, eu?

Basicamente o processo de criação da buchada de bode não difere muito de como se faziam as antigas e ancestrais bolas de futebol. (por vezes, eram bexigas de ovelha "recheadas").

Limpe nossa "bola" (o bucho) com bastante limão, limpe as tripas retirando o sebo (separe-o) e a cartilagem e coloque tudo de molho sob os temperos. Basicamente siga o processo preparando o toucinho na banha, cozinhando o sangue e assim por diante. (somos um site de culinária também!) . Quando tudo estiver on-the-right-time o que acontece é isso. Sangue, vísceras, temperos, banha e demais segredos serão costurados na hipotética bola de capotão do sertanejo. Após umas 5 horas cozinhando sirva os convidados sempre com farinha de mandioca, mocotó e arroz. Para acompanhar nada melhor que uma cachaça de cabeça-de-cana ou um cajuína, destilado de Caju famoso no nordeste.

Presente em 11 das 10 festas populistas de nossos mais renomados Deputados, que por vezes, votar neles é mais perigoso que comer buchada azeda, não haja como um baitola, fruta ou assimiliares, nossos salames, linguiças são fabricados em processos quase que semelhantes.

Se você ficou com um desejo desse prato típico e mora em São Paulo, vá até o Canindé, e aproveite o rodízio do restaurante Galinhada do Bahia. Além da buchada você pode comer galinha a cabidela, carneiro, baião de dois, feijão tropeiro e pirão de galinha.

Já no Rio, tem o Jerimum do Nordeste, restaurante que fica em São Cristóvão. O bufê de terça a sábado sai a R$ 19,90, e domingo, a R$ 26,90.

 

  

Vai aí um bucho para o seu bucho? Depois de pronto até que fica bonitinho, confira nas fotos lá embaixo.

 

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Créditos das fotos:

(1) Divulgação (2)(3)(4) Google (5)(6)Getty Images


Créditos: O não tão inocente durian

Última atualização em 13/10/2012 as 20h44

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