Parque Nacional Serra do Cipó - MG

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A caminho da Estrada Real

Descer pela Estrada Real. Reviver os passos e os caminhos percorridos pelos escravos, pelo ouro e pela história de sacrifícios, suor e muito trabalho humano. Escutar cada detalhe que o vento é capaz de soprar, de cada momento que ele carrega em sua transparência. Encontrar as vilas que foram sendo construídas ao passar dos anos, por estes homens. Se deslumbrar com a chuva de cachoeiras que escorrem pela serra. Sentir... O Lugares no Mundo te leva ao Parque Nacional da Serra do Cipó.

Thomas Iacocca

Estrada Real, caminho percorrido a partir do século XVII, entre idas e vindas das minas ao litoral em busca de ouro e riquezas naturais. Mais de 1600 km de patrimônio, cercado de montanhas, natureza, cultura e arte. Entre elas um dos conjuntos naturais mais exuberantes de Minas Gerais, o Parque Nacional da Serra do Cipó, um lugar abençoado por suas cachoeiras, que exalta a essência rústica de um vilarejo onde posto de gasolina e banco ainda são ítens de luxo em exclusão.

Encha o tanque, recheie a carteira e coloque na mala roupas de frio e calor. O clima é quente e seco, mas o vento da noite pode lhe incomodar bastante.

Ao chegar você encontra apenas uma “avenida” principal (e única), com bares, restaurantes, lojinhas de artesanato, farmácia, mercado, padaria e, pasmem, um correio (talvez a mais recente construção). Tudo muito simples, em estilo rústico, de acordo com à paisagem.

Seja bem vindo! Encontre seu abrigo, descanse seus pés, e se prepare para se aventurar por dentre a serra. Entre seus vales, grutas, cachoeiras, rios e campos, as atrações são para aqueles com essência roots e espírito garimpador.

Frases que encontrará pelo caminho e em sua consciência:
*Preserve a natureza! Só assim poderá voltar e encontrá-la em harmonia!
*Não deixe lixo nas cachoeiras ou pelo caminho.
*Não retire plantas ou flores ou mate animais silvestres.

Pode parecer blá, blá, blá de ONG de preservação, mas nos últimos anos a Serra tem multiplicado seus visitantes, e com isso, ela já apresenta sinais dos humanos pelo caminho. Pequenos lixos abandonados nas ruas, uma ou outra garrafa pet perdida na esquina, uma, ou melhor algumas bitucas de cigarro boiando no rio, ou descendo as cachoeiras... Portanto seja consciente e faça sua parte!

CACHOEIRAS:

Esse é o motivo de sua fama, as águas que escorrem por toda a serra, suas belas cachoeiras espalhadas por todos os lados.

As mais próximas à vila geralmente ficam lotadas aos finais de semana e feriados, então é melhor você se preparar fisicamente e caminhar até alguma mais distante. Caso contrário você vai subir o caminho todo da Cachoeira Grande, achando aquele suspense muito maravilhoso e cheio de sentimento, e ao chegar no topo irá se deparar com nenhum lugar para molhar o pé e com famílias reunidas à seus isopores de cerveja e tubaína, frango com farofa e uma trilha sonora de uma mini caixa de som conectada ao celular com os últimos lançamentos do pop ao funk.

Outra informação importante é que algumas delas ficam em propriedades privadas, que estão seguindo a linha das igrejas e cobrando taxas para que os humanos possam chegar às maravilhas divinas. Pague (geralmente R$20,00) e entre! Ou então se hospede em algum hotel com entrada privada para alguma delas.

O melhor jeito de decidir seu roteiro é ir à algum centro de informação na vila, que pode te indicar os caminhos e cachoeiras mais indicadas. Como muitas delas são bem distantes, o ideal é ir à uma das agências de turismo da vila, e preparar um pacote de programação com passeios de aventura e guias para as cachoeiras.

Algumas delas:

Cachoeira Grande – Um dos cartões postais mais famosos da Serra, mas que infelizmente entra na lista das farofas, por estar muito próximo à vila. São 10 metros de altura que você só irá enxergar depois de subir o morro feito de pedras de rocha quartzítica e gramíneas.

Cachoeira Véu da Noiva – Àrea privada. À uma distância de 3 km da vila. Tem uma queda d'água que percorre um paredão com mais de 60 metros de altura, ao final, piscinas naturais.

Cachoeira do Tomé – São 5m de queda e uma grande piscina natural de 40 metros de diâmetro. Indicada para rafting, possui mata ciliar circundante à cachoeira.

Cachoeira de Baixo – Fácil acesso, localiza-se na Fazenda Monjolos, inclusive o local é uma ótima opção de hospedagem.

Cachoeira do Tombador – Fica no caminho para o Vale do Travessão, tem duas quedas e um excelente “poço” para a diversão dos banhistas.

Cachoeira do Gavião – Um poço cristalino que suporta a queda e cria uma piscina natural. A trilha passa por um paredão com pinturas rupestres.

Cachoeira da Farofa - Apesar do nome, essa cachoeira é uma das mais isoladas. É aconselhável a companhia de um guia do parque, pois achar o caminho é meio difícil. A partir da portaria do parque, são mais ou menos duas horas de caminhada. A cavalo ou bike demora mais ou menos 45 minutos.

Cachoeira Congonhas – Duas quedas d’água de médio volume, água cristalina e refrescante. A paisagem do percurso é repleta de campos floridos.

Cachoeira da Capivara –Uma das maiores e mais bonitas cachoeiras da Serra do Cipó. Duas quedas de 40 e 60 metros, com piscinas naturais. De carro são 26 km enquanto que a caminhada pode ser feita em 2 km.

Cachoeira das Braúnas – No final do Cânion das Bandeirinhas. A trilha, de 15 km, é de difícil acesso, sendo indispensável a presença de um guia.

DICAS DE PASSEIOS:

A serra é ótimo lugar para esportes de aventura. Rapel, tirolesa, passeio à cavalo ou bicicleta (que pode ser alugada lá mesmo), passeio pelo rio de caiaque, trekking, entre outras. Se puder, faça um off road para a cachoeira do Tabuleiro, ou um passeio de barco no Rio Parauninha. Ver um pôr do Sol no Vale do Travessão, fazer um Rapel na Cachoeira da Usina, ou no Morro da Pedreira...enfim, muitas opções!

Escolha uma agência de turismo na região e faça um pacote com os passeios que mais te agradam.

Agências de turismo:

- Bela Geraes Turismo - Rodovia MG 010 KM 96,5- Serra do Cipó – tel: (31) 37187394 

- Central Ecoturismo - Rua do Engenho, 30 – Serra do Cipó – tel: (31) 3486-6771

NOITE

Tente ver o pôr do Sol da Serra em alguns dos pontos mais altos da região, é encantador!

Depois de um dia cansativo você vai precisar relaxar, mas com certeza vai querer se divertir e conhecer o que a noite na serra lhe proporciona. A vida noturna é agitada, ou pelo menos em relação á algum vilarejo comum na Serra. Ao caminhar pela avenida principal é possível encontrar bares e restaurantes, com grande diversidade musical, a maioria ao vivo.

Presença garantida na serra, você certamente verá o Seu Ribeiro a tocar por algum bar de lá. Com a maioria das músicas de sua composição, ele dá o tom necessário ao lugar, somando o rústico e o poético a cada nota musical. Jantar ao som de sua voz é extremamente agradável.

Em algum outro barzinho, você poderá ouvir uma sanfona misturada a um violão e talvez encontrar Everton Coroné. Músico do Samba de Luiz, que mistura a raiz do samba e da MPB ao groove de sua sanfona, e ao grave de sua voz.

Dicas:

- Flor de Pequi: Um passeio em casal certamente pede uma parada à este bar/café. Com luz de velas, em estilo hippie e decoração rústica toda em madeira. Escolha por um suco de açaí, ou uma dose de pinga.
End: Rod. MG 10, Km 97 - Serra do Cipó/MG.

- Parador Nacional : Cinco vezes indicado pela revista Elle, seis vezes ganhador de "Melhor restaurante" pelo Guia 4 Rodas, o restaurante fica em uma casa cercada de plantas, árvores e flores, com decoração inspirada no século XVIII, um lago na entrada, todo em estilo rústico e alternativo. Um ambiente extremamente aconchegante, com gastronomia italiana surpreendente, e uma carta com os melhores vinhos. O restaurante é uma ótima escolha para ir sozinho, acompanhado ou em família.
End: Al. das Orquídeas, 180, Serra do Cipó, Santana do Riacho .MG -   (31) 9984 3278.

- Quilombo do Açude: Caso a escolha seja um programa completamente roots e bem simples vá ao Quilombo do Açude. O lugar é um dos poucos do Brasil que ainda mantém viva a tradição e cultura dos negros escravos e do candomblé pelos quilombolas, como são chamados os descendentes de escravos. À noite acontecem festas diversificadas, mas em sua grande maioria o lugar dá espaço ao forró e ao reggae. Procure se informar na vila como chegar, fica próximo à saída da cidade. 

HOSPEDAGEM

A Serra possui varias opções de hospedagens, seguem algumas dicas:

- Pousada Solar dos Ipês: Extremamente aconchegante e charmosa, a pousada é uma ótima escolha para casais. Conta com piscina aquecida e tem entrada privativa aos hóspedes para a Cachoeira de Baixo, Pedrão e Cachoeira Grande, além de sinucas, salão de jogos, passeios a cavalo com guias, churrasqueira, pesque e pague e piscina de águas naturais. A comida é mineira, feita no fogão a lenha. Endereço: Rodovia MG 10 km 95 (Rua Pau Monjolo 70), Vila Santa Rita - Serra do Cipó. Tel: (31) 33440883/ 91049999.

- Fazenda Monjolo: Muito conforto e comida mineira com uma vista tranqüila em cada uma das varandas. Endereço: Rodovia MG 10, km 95 - Serra do Cipó - Santana do Riacho. Tel: (31) 37187011/ 7012.

- Cipó Veraneio Hotel: O mais tradicional e antigo da Serra. A hospedagem   é em apartamentos individuais, com espaço amplo de lazer, com piscinas e salão que oferece musica ao vivo durante suas refeições. A vista é deslumbrante, pois fica às margens do Rio Cipó. Endereço: Rodovia MG 10, Km 95 - Serra do Cipó. Tel: (31) 3718-7000/ (31) 8742-8967.

- Pousada Barriga da Lua: Um verdadeiro encontro com a natureza, a pousada chalés fica no Alto do Palácio, lugar habitado antigamente pelos índios Botocudos, descendentes dos Aimorés. Os chalés foram construídos com vistas para a Pedra do Elefante e para o Espigão do Palácio, e contam com um espaço exclusivo de lazer, com uma piscina e um restaurante com comida mineira. Endereço:  Alto do Palacio, KM113,5, Serra do Cipó.Tel: (31) 30822925 (31) 91548050.

- Pousada Flor Menina: A mais recente pousada, construída em 2010. As diárias estão inclusas somente café da manhã. Simples com muito conforto, o hotel não possui site ainda. Endereço: Rua Cacimba, 75, Serra do Cipó. Tel: (31) 9769-6001

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Créditos: Parque Nacional Serra do Cipó - MG

Última atualização em 20/12/2012 as 15h54

Felipe

esportes, praia, noite

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