O Poder da China

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O maior trem bala do mundo

O mundo pertence a eles. Basta olhar qualquer produto da sua casa e confirmar: Pratos, toalhas, roupas, decoração... A maioria deles, possui uma pequena etiqueta ou adesivo com os dizeres "Made in China". O país com a maior população, que cresce economicamente com números vertiginosos, irá dominar, cada vez mais, o mundo. O que para nós é novo, tecnológico e caro, já está obsoleto, popular e ultrapassado por lá. Lança-se um modelo de carro e poucas semanas um similar chinês que custa metade do preço estará circulando pelas ruas. Conheça o poder criador, a força de trabalho e o maior trem bala do mundo, construído pela grande potência, o Gigante Amarelo, com o Rèài Viagem.

PANACEIA CHINESA: INFRAESTRUTURA EXTREMA

Enquanto imbróglios nos levam a discutir se iremos de fato conseguir construir estádios a tempo da Copa do Mundo, se teremos pessoas preparadas para atender os turistas, enquanto nos questionamos se os aeroportos, transportes públicos, ruas e estradas irão dar conta de tamanha demanda, ou mesmo enquanto você apenas lê esta matéria, em algum lugar da China algum projeto está sendo fechado, construído ou finalizado, aliás, mais de um. Para quem precisa de um prova mais visual, observe o prédio com 15 andares desse hotel, erguido em dois dias e finalizado em mais 90 horas.

 

Para quem achava que tudo o que a China queria era passar o Japão na lista de maiores potências do mundo, está muito enganado. O Gigante Amarelo tem pretensões maiores. Um gênio disciplinar que realiza a cada instante projetos que para outros países seriam impossíveis, seja por política de governo, por superfaturamento, ou por falta de estrutura. A China já construiu a maior ponte do mundo sobre o mar, com 42 km de estrutura sobre a água, além de estar finalizando em tempo recorde o maior sistema de trens bala do mundo. A última linha construída foi Xangai-Pequim, unindo as duas principais cidades com a opção de viagem direta, ou parando entre as capitais provinciais e outras estações menores. Criaram uma ferrovia sobre o Himalaia, integrando o Tibet à Republica da China, mudando o modo de vida dos tibetanos, que antes fazia parte de um isolamento relioso e geográfico. Em menos de 10 anos a China já tem mais trens balas que o mundo inteiro reunido.

O MAIOR TREM BALA DO MUNDO

Desde a fundação da República da China, em 1911, o sonho era ter um sistema ferroviário que ligasse todas as províncias da nação. Os projetos foram sendo executados, mas o Tibet era, até então, a parte com o acesso mais difícil de toda a China, a última província a permanecer desconectada devido aos obstáculos intransponíveis. A região montanhosa que liga o Tibet tem altitudes consideradas de "Death Zone", que podem chegar a 45ºC negativos.

A construção da linha férrea, que atravessa o Himalaia, teve uma grande preocupação ambiental, tanto para a natureza dos locais onde passou, já que muitas regiões são reservas e rotas migratórias de várias espécies, quanto dos próprios trabalhadores que em muitos momentos utilizaram máscaras de oxigênio nas áreas onde o ar é extremamente rarefeito. O preço para 4064 km de pista foi US$4.100.000.000, com todo o cuidado e precisão necessários para construir enormes pontes elevadas que modificassem minimamente a fauna e flora. Mas o sonho de ligar a gigantesca China de ponta a ponta foi realizado e a Maior Ferrovia do Mundo ficou pronta. O Qingshuihe Bridge se tornou a ponte mais longa do mundo construída no permafrost , um solo macio e úmido no verão, duro e com expansão no inverno - um pesadelo para todos os engenheiros da ferrovia. Mesmo com todas as dificuldades técnicas, a obra foi entregue um ano antes do planejado, em 2006, e milhares de pessoas da população e turistas já fizeram o passeio. Uma parte da China, conhecida ainda por poucos.

O trem Pequim - Lhasa parte da populosa capital, passando no ponto mais alto da viagem pela estação de Tanggula, a 5068 metros acima do mar, até chegar no destino final, em Lhasa, Tibet. Um paraíso para os apreciadores de viagens visuais, à medida que a paisagem muda. Abaixo seguem os mapas do trem. Ele pode partir de várias cidades da China chegando a Lhasa.

As cidades de partida do trem para Lhasa, Tibet

Rota completa do trem à Lhasa, Tibet.

Assim como em aviões, as cabines do trem bala são pressurizadas para que ninguém passe mal nas áreas de baixa pressão. Além de apreciar uma paisagem exorbitantemente bela e pouco explorada pelo homem, os passageiros contam com um excelente serviço de bordo, sendo possível comer pratos quentes ocidentais e orientais, petiscos e até frutas frescas. A classe executiva tem um aparelho de vídeo em cada assento, que se transforma em uma cama. A viagem de Pequim para Lhasa por exemplo, dura cerca de 50 horas e as passagens variam de US$41 à US$157, dependendo do tipo de acomodação. Algumas pessoas são partidárias da ideia de que a grande ferrovia tem trazido desenvolvimento para a região nos últimos anos, enquanto outros acham que se trata de mais uma forma de controle do país sobre o território independente, o Tibet. O Lugares no Mundo, vê como uma viagem impressionante para nós, exploradores do mundo.

TURISMO NA CHINA

Viajar para a China pode ser bom para uns e assustador para outros, mas em ambos os casos trata-se de um choque de culturas. Há quem fale que o mais impressionante da viagem foi a falta de higiene da população, enquanto outros ficam de boca aberta com as construções históricas que remetem a dinastias milenares, e também existem aqueles que encontram o paraíso no lugar onde compra-se de tudo a preços impressionantes e onde está localizado um dos maiores shoppings centers do mundo, o South China Mall, com hotel, parque de diversão, balada, spa e lojas a perder de vista, sendo que uma das opções de se locomover dentro dele é de barco, uma simpática gôndola para percorrer o tamanho equivalente a 40 campos de futebol. Mas conhecer a Cidade Proibida, milhares de templos belíssimos e até a muralha, única criação humana que é possível de enxergar da Lua, faz parte de um turismo obrigatório de quem visita o país. Agora é possível e fácil explorar a parte mais inóspita da China.

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Créditos: O Poder da China

Última atualização em 13/10/2012 as 20h44

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