Acre Definitivo

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Miscigenação de povos e de histórias

Berço de seringueiras, do Santo D'Aime , de Marina da Silva e de Enéias, da miscigenação de brancos, negros, índios e povos andinos . Palco de revoluções que datam de um período de sangrenta disputa entre bolivianos e brasileiros por uma das maiores fontes de riqueza do nosso país, a borracha. Esconderijos de belezas naturais e reservas florestais, misturada ao cenário gastronômico de pato e rabada no tucupi , e de uma rã , e . Conheça o Acre e seus segredos desvendados pela história e por nós do Lugares no Mundo.  

ACRE

O Acre pertencia à Bolívia, mas foi por interesses ligados a seringueira e ao ciclo da borracha, que colonos brasileiros iniciaram a ocupação do Acre em 1852. Cinquenta e dois anos mais tarde, em 1904 ele oficialmente se tornou parte do Brasil, depois de muitas batalhas que marcaram época durante a Revolução Acreana.

O turismo por lá ainda tem muito a crescer. Provavelmente, o Acre de hoje tem mais histórias do que pontos turísticos. Não que eles não existam, mas em um local onde mais da metade da população vive em florestas, a maioria desses lugares está totalmente escondido e protegido, como o caso do Parque Nacional da Serra do Divisor, onde você só conseguirá entrar com autorização do IBAMA, pois é considerado a reserva natural da biosfera de maior proporção do mundo.

O Estado do Acre conta com um total de 700 mil habitantes, sendo que 15 mil são índios espalhados por 32 reservas indígenas. De acordo com a FUNAI ainda existem índios isolados, sem contato nenhum com o povo branco. Eles estão tão isolados a ponto de não saber quem são, onde estão, nada do mundo exterior. Os Mashco- Piro, por exemplo, são considerados uma das populações mais isoladas da Amazônia brasileira e do planeta inteiro.

 

OS CAMINHOS TURÍSTICOS DO ACRE

Rotas, que além de turísticas, contam a história do Estado:

Caminhos de Chico Mendes

Chico Mendes foi um seringueiro sindicalista que ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e foi uma peça importante na luta da preservação da Amazônia. Defendeu bravamente os interesses dos indígenas, denunciou a exploração predatória das florestas e o abuso do poder dos fazendeiros sobre os trabalhadores rurais. Em 1988 foi assassinado no quintal de sua casa. A rota que faz uma homenagem a essa figura importante conta a história desse líder ambientalista. Partindo de Rio Branco, os turistas passam pelo município de Senador Guiomard e Capixaba e chegam ao destino final, a terra natal de Chico, Xapuri. Fronteira com a Bolívia, era lá que estavam os seringais mais produtivos de todo planeta. No Eco-Park Ayshawa Adventure, o maior da região Norte do país é o primeiro a incentivar o turismo de aventura na região, implementando a tirolesa e o arvorismo. Além disso, o parque oferece passeios a cavalo, bicicletas e trilhas.

A Casa Branca, de pau a pique onde morou e morreu Chico Mendes fica em frente ao Museu Memória Chico Mendes, que expõe um arsenal da vida do seringueiro. Mas é a Praia do Zaire destino preferido de locais e turistas. Durante os meses de julho a agosto, milhares de pessoas se reúnem lá para a atração mais cultural da cidade, o Festival de Praia, Esportes e Shows.

Se tiver disposição para passar quatro horas no barco, não deixe de conhecer a Cachoeira dos Padres, e à noite visite os bares locais que ficam animados ao som do forró e são ótimos lugares para se conhecer a culinária local como pato e rabada no tucupi, feitos com a seiva da mandioca e a cajuína, bebida não alcoólica utilizando apenas o suco de caju.

Caminhos da revolução

O início do caminho é na capital Rio Branco, com destino a cidade de Porto Acre. Esse era o antigo local da alfândega boliviana e palco da Revolução Acreana. O turista encontrará vestígios da ocupação boliviana em visita ao Museu Sala da Memória, lugar que conta toda história dessa revolução que aconteceu no início do século XX. No Seringal Bom Destino, banhado pelo Rio Acre, foi formado uma extensa praia onde circulam pessoas entre mercados livres de melância, bananas, hortaliças e mandiocas.

Caminhos das Aldeias

Os turistas realizam caminhadas ecológicas passando por seis tribos indígenas, tendo contato com a cultura e os costumes dos índios. O roteiro deve partir de Rio Branco, rumo à cidade Cruzeiro do Sul, localizada no Vale do Juruá. Região pouco explorada e dotada de natureza exuberante, a cidade de Cruzeiro do Sul é repleta de  construções que caracterizam a história desse povo. Conta com praias de areias brancas e água limpa com cor de coca cola. O balneário de águas geladas de Igarapé Preto é o ponto turístico mais atraente da cidade.

A CAPITAL RIO BRANCO

Também conhecida como “Capital da Natureza”, essa cidade é berço de forte miscigenação de brancos, negros, índios e povos andinos. Dividida em centro histórico e cidade nova pelo Rio Acre, é rodeada por selvas e é lá que está concentrada metade da população do Estado.

Na margem esquerda do Rio Acre, construído na década de 20, está o Mercado Velho que passou por uma revitalização importante, atraindo pessoas locais e turistas. Lojas de souvenirs, artesanato, ervas medicinais e artigos religiosos são vendidos pelos comerciantes. A maioria está lá há mais de 40 anos. Bares e lanchonetes fazem do local um passeio gastronômico e o destaque fica por conta do café da manhã típico acreano com tapioca, bolo de macaxeira, cuzcuz e mingau. Outra boa pedida é o “Baixaria” ( cuzcuz com carne moída, ovos fritos e cheiro verde). O local é ponto de encontro dos trabalhadores da região que costumam tomar café nos bares do mercado e lotado nos fins de semana a qualquer hora do dia.

A praça mais famosa da cidade, a Praça dos Seringueiros, repleta de árvores, bancos e um coreto, é o local onde vários artistas expõem seus trabalhos artesanais. De maio a outubro acontece uma grande feira de artesanato e comidas típicas.

Mesmo longe do mar, os acreanos contam com diversas praias de água doce. Na capital Rio Branco, as mais procuradas são as Praias do Amapá e Riozinho da Rola, com areias claras e água escura, local ideal para a prática de esportes aquáticos. As praias são frequentadas mesmo durante o inverno, época que acontecem os  festivais de música e dança.

No Parque Ambiental Chico Mendes, grande área verde, repleta de ciclovias e trilhas para caminhadas, está localizado, além de uma maloca indígena, o Memorial de Chico Mendes, que conta a história desse grande líder seringueiro.

É no Calçadão da Gameleira, do lado da Passarela Joaquim Macedo que está boa parte do burburinho da cidade, com casas coloridas e muitas lojas de artesanato. Alí se encontra a centenária árvore Gameleira com mais de 20 metros de altura e 2, 5 metros de diâmetro.

No Palácio de Rio Branco, construído na década de 20 em estilo neoclássico, o turista poderá apreciar uma exposição que conta em detalhes a Revolução Acreana, que em conjunto com o Museu da Borracha, com um acervo de documentos, fotos, réplicas de casas indígenas, retratam a história política e econômica do povo e sua cultura.


MUNICÍPIO DE FEIJÓ E O FESTIVAL DO AÇAÍ

O nome da cidade é uma homenagem ao Padre Diogo Antonio Feijó. Quinto município mais populoso so Acre com pouco mais de 32.000 habitantes realiza anualmente o Festival do Açaí. Neste ano tivemos a sua XIII Edição. Para conhecer um pouco dos sabores do Norte do Brasil experimente a CapiSaga Nativa

Ingredientes

- 50ml de Sagatiba Pura

- 4 colheres de sopa de açaí

- 4 pedaços de morango

- 2 colheres de açúcar ou o equivalente em adoçante

- Gelo

Preparo:

Em uma coqueteleira, coloque o açaí, os morangos, o açúcar e amasse suavemente os ingredientes. Depois, acrescente o gelo e a Sagatiba. Agite bem e sirva em um copo longo.

Nível de dificuldade: Médio

 

O SANTO DAIME NO ACRE

O Santo Daime surgiu como culto cristão no Acre no século XX. O chá que provoca visões, segundo a crença conecta o homem com o divino. Nos rituais regados ao chá ayahuasca, bebida sagrada dos incas, os adeptos cantam e dançam a noite inteira. As folhas são separadas e limpas, assim como o cipó, que leva golpes de machados no ritmo da música. A folha chacrona e o cipó jacupi são cozinhados por horas até se transformar no chá de Santo Daime. Vestidos com roupas brancas, as doutrinas dessa religião são passadas em formas de músicas em rituais que duram até 14 horas. O chá, servido em intervalos de quatro horas, leva meia hora pra fazer efeito e provoca uma experiência interior, íntima e discreta.

CURIOSIDADE: O RITUAL DO SAPO

Uma pequenina rã verde, Kambô, encontrada na Amazônia, no Acre e em alguns países da América do Sul, produz uma secreção antibiótica que aumenta o sistema imunológico. Alguns médicos acreditam que ela pode ser eficaz no tratamento de câncer e da AIDS. Os índios utilizam do Kambô para dar mais força interior. Seringueiros da cidade de Cruzeiro do Sul e do Rio Branco, têm o costume de tomar a “vacina” do sapo. Essa vacina consiste na secreção tirada das costas do sapo que é aplicada em pequenos furos feitos na pele. O efeito é imediato e dura cerca de 15 minutos, provoca náuseas, calor e dilatação dos vasos sanguíneos. É considerada uma limpeza física, espiritual, emocional e energética.

HOSPEDAGEM:

Hotel Terra VerdeConfortável, tranquila e de médio porte, o hotel esta localizado no centro da Capital Rio Branco.

Hotel Imperados Galvez - Aconchegante e tranquilo, fica a apenas três minutos do centro da capital acreana, com seus 42 quartos.

Hotel Guapindaia Bosque - Simples e confortável, com um preço bem acessível.

 

CRÉDITO DAS IMAGENS: DIVULGAÇÃO

Última atualização em 05/11/2012 as 09h51

Fernanda Kanning

esportes, praia, noite

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