8 Melhores Vinhedos do Mundo

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Para os amantes de vinhos essa viagem não pode faltar

Não há nada mais encantador que um período de férias em uma das grandes regiões vinícolas do mundo. Nesses lugares, belíssimos vinhedos criam cenários perfeitos para degustar algumas das melhores safras disponíveis. Do Vale do Douro, no norte de Portugal, a Central Otago - a região vinícola mais austral do mundo -, veja a seguir os lugares que não podem faltar no roteiro dos apreciadores de bons rótulos de vinhos:

Vale do Douro, Portugal

Mundialmente reconhecida por seus vinhedos íngremes que se elevam acima do rio Douro, a região vinícola do norte de Portugal é o local de nascimento do vinho do Porto. Nestas terras milenares, encravada aos pés das serras do Marão e Montemuro, muitos povos de culturas e crenças diversas deixaram suas marcas e trabalho árduo para fincar as videiras e plantações de olivas. Em 1756, o Douro se tornou a primeira das grandes regiões vinícolas clássicas a ser legalmente demarcada.

A paisagem, classificada como Patrimônio Mundial da Unesco, é de tirar o fôlego: montes verdejantes, pontes romanas, aldeias históricas, castelos medievais, mosteiros e igrejas de todos os estilos arquitetônicos fascinam milhares de turistas que chegam para degustar os vinhos das grandes vínicolas ou de pequenas propriedades familiares. 

Como as estradas do Douro são sinuosas e estreitas, é possível curtir a viagem a bordo de um trem, balão ou fazendo um passeio de barco. Não deixe de visitar o Museu do Douro e o Museu do Côa para compreender melhor o patrimônio e a rica história da região. 

Vale do Mosel, Alemanha

Com castelos, colinas, aldeias e as curvas estreitas dos rios Mosela, Sarre e Ruwer, você pode até pensar que desembarcou em um cenário de conto de fadas. Além das paisagens dos sonhos, o Vale do Mosel tem uma razão mais que especial para atrair os turistas: os premiados vinhos cultivados há mais de dois mil anos. 

A área é a mais antiga região vinícola da Alemanha e a maior de cultivo de vinho em encostas. Os terraços voltados para o sul ou sudoeste proporcionam um microclima excelente para as uvas, fazendo com que os vinhos minerais e elegantes da variedade Riesling estejam entre os mais apreciados vinhos brancos do mundo.

No Mosel, os enófilos podem escolher entre milhares de vinhos. São mais de cinco mil produtores em 524 vinhedos diferentes. Cerca de duas mil vinícolas oferecem seus próprios vinhos em garrafa ou vendem diretamente em suas propriedades. Você pode saborear a bebida e apreciar a paisagem traçando uma rota de carro, bicicleta ou barco. 

Mendoza, Argentina

Para quem aprecia uma boa taça de vinho, não há lugar melhor no continente sul-americano que a província argentina de Mendoza. Nesta terra, o local de nascimento da uva Malbec, mais de 1.200 vinícolas produzem 70% da produção total de vinho argentino. Desde 2005, a região faz parte do 'Great Wine Capitals', um grupo que concentra os dez principais produtores mundiais da bebida.

Situada aos pés da Cordilheira dos Andes, a arborizada cidade de Mendoza - a capital da província homônima - oferece boa gastronomia, excelente infraestrutura hoteleira e passeios imperdíveis para turbinar as férias do visitante. Uma das atrações turísticas mais populares é o Parque General San Martin, um grandioso espaço verde com 1.235 hectares de bosques, jardins e lagos. No topo, o Cerro de la Gloria simboliza um dos cartões postais mais tradicionais da cidade. Outra experiência memorável é um tour para conhecer de pertinho o Cerro Aconcágua, a montanha mais alta do hemisfério sul, com 6.962 metros de altitude.

La Rioja, Espanha

Bucólicos vilarejos com séculos de história e mais de 500 vinícolas que produzem uma grande variedade de vinhos tintos fazem de La Rioja, no norte da Espanha, um destino surpreendente para os amantes do vinho.

O conjunto de propriedades sempre foi parte vital da história do país ibérico. Fenícios, cartagineses, romanos e mouros desempenharam um papel importante na história da região. Os romanos, no entanto, fizeram do vinho uma parte importante de sua cultura em todos os lugares que estiveram - e em La Rioja não foi diferente. Antigos locais onde funcionaram vinícolas romanas existem na área até hoje.

As reais melhorias para a viticultura de Rioja começaram por volta de 1780, quando a necessidade de prolongar o vinho durante o transporte trouxe a utilização de diferentes madeiras e conservantes. No final do século 19, para fugir de pragas nocivas nos vinhedos, produtores franceses da região de Bordeaux iniciaram o cultivo de uvas na localidade espanhola. Além da viticultura, outras delícias ficaram famosas por lá: o jamón serrano (versão espanhola do presunto), o queijo Manchego e as azeitonas verdes.

Piemonte, Itália

Os vinhos tintos reinam na região de Piemonte, no noroeste da Itália. Eles são produzidos a partir das uvas nebbiolo, que derivaram rótulos de grande prestígio como o Barolo e o Barbaresco. Muitos fatores contribuem para o sucesso dos vinhos na região: uma longa história de produção da bebida, um grande respeito pela tradição, uma leva de jovens produtores que reconhecem o potencial das uvas locais, além da afinidade dessas uvas com o solo. 

Chamada de 'A Borgonha da Itália' por conta de seus vinhos de boutique e excelente gastronomia, Piemonte faz fronteira com a Suíça e a França, e é influenciada pelos Alpes e Apeninos (o nome Piemonte significa 'pé da montanha'). Por conta disso, apresenta estações bem marcadas: verão quente e seco, inverno rigoroso e primavera e outono com névoa durante a época da colheita. Há uma concentração de vinhedos nos arredores de Alba, junto ao rio Tanaro, e outros estão localizados nas colinas de Langhe e Monferrato. 

Enquanto a Toscana está repleta de cidades de arte monumentais (como Siena, Pisa, Florença e Lucca), o charme de Piemonte são as suas pequenas aldeias encantadoras (como Grinzane Cavour, La Morra e Verduno). A comida é excelente, as paisagens são deslumbrantes, os vinhos são sublimes e as pessoas são extremamente amigáveis - todos os componentes que você precisa para um passeio gourmet inesquecível!

Central Otago, Nova Zelândia

Rios tranquilos, desfiladeiros, vales e montanhas cobertas de neve. Você provavelmente já admirou a área de Central Otago, na Ilha Sul da Nova Zelândia, sendo retratada na trilogia 'O Senhor dos Anéis'. Além do cenário cinematográfico, a região vinícola mais austral do mundo é uma indústria de vinho em expansão.

Por lá, visitantes podem conhecer a produção de pinot noirs delicados e vinhos brancos aromáticos, como o pinot gris, riesling e gewürztraminer. Não deixe de visitar Rippon Vineyard e Gibbston Valley, duas das mais tradicionais vinícolas da região. Reserve a viagem no final de março ou abril, durante a época da colheita.

Vale do Napa, Estados Unidos

O Vale do Napa engloba cinco principais e notáveis cidades vinícolas: American Canyon, Calistoga, Santa Helena, Napa e Yountville. Na região, há mais vinícolas premiadas do que em qualquer outra área produtora da América do Norte. Por conta da excelência dos vinhos, recebe cerca de 4,7 milhões de visitantes todos os anos. Esse dado coloca Napa como o segundo destino turístico mais popular da Califórnia, perdendo apenas para a Disneylândia. 

Para uma experiência completa, faça um passeio de trem pela região (www.winetrain.com). No roteiro, o visitante tem a oportunidade de aprender com um especialista a maneira correta de provar os vinhos. Além disso, há almoços gourmet a bordo e visitas às vinícolas com degustações incluídas no preço do pacote. O percurso dura três horas e custa a partir de US$ 149. 

Borgonha, França

Se você conhece a rivalidade entre Borgonha e Bordeaux, certamente saberá que Borgonha é uma das duas principais regiões vinícolas da França e visita obrigatória para qualquer enófilo. Há cerca de 200 milhões de anos, a região era parte de um vasto mar, que criou solos calcários - o segredo por trás da mineralidade picante que é uma marca registrada dos vinhos de Borgonha. 

A vinificação remonta aos romanos no século 1 d.C., mas foram os monges católicos que realmente estabeleceram as vinhas na Idade Média, com o cultivo de uvas para a igreja e os duques da Borgonha aristocrática. 

Na região, há uma variedade de opções de roteiros, incluindo passeios noturnos ao longo dos rios e canais cênicos, tours que passam por colinas verdes e igrejas românticas da região, ou passeios de um dia que partem da bonita cidade medieval de Dijon. Todas as excursões devem ser reservadas com antecedência.

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Fotos: Reprodução/Divulgação

Última atualização em 23/09/2014 as 20h14

Giovanna Giannoccaro

esportes, praia, noite

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